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55% das mulheres na pós-menopausa tem Incontinência Urinária

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mulheres na pós-menopausa tem Incontinência Urinária

A incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina e atrapalha muito a vida da paciente, causando baixa produtividade do trabalho, ansiedade e vergonha pela perde urinaria.

De acordo com a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) o predomínio da incontinência urinária é variável e vai depender da população estudada e da faixa etária. Alguns estudos mostram que nas mulheres jovens, varia de 12% a 42% e nas mulheres na pós-menopausa, a variação é de 17% a 55%.

“Essa perda urinaria pode acontecer de duas formas, causada por esforço ou associada a urgência miccional, e por isso é importante que a paciente saiba expressar para o médico quando isso acontece”, contou a ginecologista Débora Oriá.

A incontinência urinária de esforço é aquela que acontece diante de algum esforço físico como pular, correr, tossir e está relacionada a deficiência esfíncter da uretra que é o canal de saída da urina.

Já a perda que acontece por urgência está relacionada a síndrome da bexiga imperativa, causando aumento de frequência urinaria e fazendo a paciente acordar a noite para urinar. Nesse caso a paciente tem a sensação de que está com a bexiga cheia e quando vai esvaziar percebe que não está. Essa sensação de urgência acaba resultando em perda de urina.

“A perda por urgência difere totalmente da de esforço. A por urgência é uma contração indevida da musculatura da bexiga que fica contraindo de forma excessiva em momentos inadequados, pois a bexiga só deve contrair na hora de fazer o esvaziamento”, falou a especialista.
É importante na incontinência urinaria descartar fatores que estão atrelados a outras doenças como infecção urinaria, diabetes e uso de medicações.

“O tratamento é amplo e multidisciplinar, tendo a parceria com a fisioterapia, mudanças de hábito e reeducação miccional. Existem cirurgias e medicações para realizar o tratamento, mas é importante diferenciar que tipo de perda urinaria é para então escolher o melhor tratamento”, concluiu Débora Oriá.

É possível identificar alguns fatores de risco para incontinência urinária como histórico familiar, tabagismo, obesidade, doenças obstrutivas do pulmão e número de partos

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