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Informações importantes sobre o Herpes Genital: doença sexualmente transmissível, de alta prevalência na população brasileira, sua manifestação clínica depende da imunidade do paciente e ainda é uma doença sem cura. Ela é causada por um vírus, que é capaz de se replicar e, depois, de se esconder das células de defesa dentro das terminações nervosas.

 

Como acontece a transmissão

O Herpes Genital é uma doença sexualmente transmissível de alta prevalência. Mas, o que isso significa exatamente?

Isso mostra que a quantidade de pessoas que são infectadas é alta em relação a um determinado período de tempo. Tão alta que, atualmente, cerca de 90% da população carrega o vírus no organismo.

A transmissão acontece por meio do contato da mucosa oral, genital ou anal, mesmo quando não é possível perceber lesões no portador do vírus ou quando as feridas já estão cicatrizadas. O uso de preservativos diminui sua transmissibilidade. Somente, após um período de 10 a 15 dias da relação sexual, os primeiros sintomas do herpes genital começam a aparecer.

 

Manifestação Clínica

Mesmo que tantas pessoas sejam portadoras do vírus do Herpes Genital, apenas de 10 a 15% manifestam a doença. Isso acontece, porque é preciso que as células de defesa do organismo estejam enfraquecidas para que o vírus consiga gerar uma apresentação clínica, que são as úlceras dolorosas. O estresse, alterações hormonais, o excesso de exposição solar e a baixa imunidade, podem desencadear a manifestação da doença.

 

Sintomas

Os sintomas iniciais são vermelhidão na região, coceira e desconforto, em seguida surgem as múltiplas bolhas que evoluem para pequenas úlceras dolorosas. O mais comum é que o quadro infeccioso retroceda espontaneamente entre 7 a 10 dias. Uso de medicações orais e tópicos aliviam o mal-estar dos sintomas e impedem que o herpes genital evolua por mais tempo. Cuidados locais, com higiene adequada, são importantes para evitar infeções bacterianas oportunistas. Pessoas com problemas de imunidade e usuários de corticoide crônico tendem a ter quadros mais arrastados e graves.

 

Grávidas e o Herpes Genital

No caso das gestantes, o Herpes Genital é preocupante quando a mulher é contaminada pela primeira vez durante a gravidez. Neste quadro clínico, as chances de transmissão do vírus da mãe para o feto aumentam, já que a paciente ainda não possui anticorpos.

Quando a infecção pelo vírus é antiga, a situação muda um pouco: caso a doença não esteja ativa, os riscos de transmissão intrauterina ou via parto natural são muito raros. Porém, se a infecção estiver ativa até seis semanas antes do parto, é avaliada a necessidade de uma cesariana para evitar a contaminação do bebê. Uma conduta necessária, já que o vírus do pode acarretar graves consequências para a saúde do recém-nascido.

 

Não fique na dúvida

Como nem sempre a doença se manifesta, o meu conselho é que você realize exames laboratoriais para saber se é portador do vírus ou não. Assim, você pode impedir uma nova transmissão ou mesmo se prevenir, caso não esteja contaminado.

 

Dra. Débora Oriá – CRM 158985
Ginecologista, Obstetra e Uroginecologista

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